•outubro 21, 2011 • 8 Comentários

WAV Palestra – O Budismo na Idade Média Japonesa V – O Dogen da Maturidade 20.10.2011

Palestra proferida em 20.10.2011 sobre “O Buddhismo na Idade Média Japonesa – V – O Pensamento do Dogen da Maturidade” que faz parte do curso “Fundamentos do Buddhismo Japonês” que será, oportunamente, disponibilizado na íntegra em áudio e vídeo pela Sangha Águas da Compaixão.

 

Um estudo filosófico do Budismo chinês – 1

•outubro 16, 2011 • 10 Comentários

Primeira parte:

Definição da problemática

 

 

O objetivo desta tese é problematizar as questões de pensamento do Budismo das traduções chinesas, tendo por suas fontes centrais os tratados traduzidos por Kumarajiva. No entanto, para concretizar este objetivo se faz necessário antes de tudo explicitar o que são os temas centrais do pensamento budista em minha perspectiva. Em (em minha análise a problemática referente ao pensamento budista, dois itens possuem uma importância central) minha consciência problemática referente ao pensamento budista os dois itens seguintes possuem uma importância central:

a.  Em relação à perspectiva lógica, esclarecer a asserção lógica própria ao Budismo constitui-se aqui no tema central. Em minha perspectiva, a teoria Sarvastivada da existência dos dharmas pelos três tempos e as críticas desenvolvidas pelos Sautranticas e pelo Mahayana em relação a esta teoria constituem-se no desenvolvimento temático da história do pensamento budista. Como até o presente momento os estudos budistas ainda não conseguiram esclarecer de forma satisfatória o sentido dessa teoria Sarvastivada da existência dos dharmas pelos três tempos (1) uma avaliação da procedência dessas críticas desenvolvidas pelos Sautranticas e pelo Mahayana tem se mostrado impossível. Nesse sentido, podemos concluir que ainda não surgiu uma história do pensamento budista no sentido rigoroso do termo. Como a presente tese tem por seu objeto central os tratados traduzidos por Kumarajiva, ela não possui a pretensão de trabalhar essas questões de forma conclusiva. Assim sendo, ela pretende apenas problematizar as asserções lógicas dos Sautranticas e do Mahayana centradas nos dois temas da “ignorância” e das “duas verdades”.

b. Em relação à perspectiva ética, o tema central constitui-se aqui no domínio teórico através do qual o pensamento budista problematizou a formação da sociedade política. Como em minha perspectiva toda ética se constitui como ética social parece-me impossível discutir a problemática da ética sem levar em consideração o processo de formação da sociedade política. É certo que existiu no Budismo primitivo uma tendência em direção a uma teoria do contrato social, mas permanece a dúvida a respeito da existência no pensamento budista de um domínio teórico que tivesse a sociedade por seu objeto (2). É mesmo pensável que o caráter essencialmente vago da formação desse domínio teórico, tenha se constituído como a maior fraqueza do pensamento budista. No que diz respeito aos tratados traduzidos por Kumarajiva, como não é possível discernir um interesse em relação à formação da sociedade política nos tratados pertencentes à escola Madhyamaca, a análise referente a esta temática será restrita ao “Capítulo sobre os três carmas” no Satyasiddhisastra. O problema da possibilidade da formação de uma teoria budista da justiça no mundo contemporâneo será pensado a partir da base proporcionada por esse capítulo.